A água líquida já fluiu na superfície do gigante asteróide Vesta


A água líquida já fluiu na superfície do gigante asteróide Vesta

 13/04/15 – Estudos recentes encontraram evidências de sulcos causados por água corrente no enorme asteróide

A água líquida aparentemente fluiu na superfície do enorme asteroide Vesta, no passado relativamente recente, durante um breve período de tempo, sugere novo estudo.

“Ninguém esperava encontrar evidências de água em Vesta. A superfície é muito fria e não há atmosfera, de modo que toda a água na superfície evapora”, disse a principal autora do estudo, Jennifer Scully, pesquisadora na Universidade da Califórnia. “No entanto, Vesta está provando ser um corpo planetário muito interessante e complexo.”

Jennifer e seus colegas analisaram imagens de Vesta, que é o segundo maior objeto no cinturão de asteroides entre Marte e Júpiter. As imagens foram feitas pela sonda Dawn da NASA, que orbitou o protoplaneta de 512 km entre julho de 2011 e setembro de 2012. Na imagem de capa dessa matéria, podemos ver a cratera Cornelia e o zoom indicando a região onde as erosões foram encontradas, indicadas pelas setas amarelas.
Os pesquisadores notaram erosões curvas e depósitos em forma de leque em oito diferentes crateras de impacto. Essas crateras são jovens em comparação com os 4,56 bilhões de anos de Vesta; os pesquisadores acreditam que todas elas tenham se formado apenas nas últimas centenas de milhões de anos.

Durante a Reunião Anual (2015) da União Geofísica Americana, em São Francisco, Jennifer Scully apresentou seus resultados, que também foram publicados na revista Earth and Planetary Science Letters. Na ocasião, ela disse que “os ‘canais‘ formam uma espécie de rede complexa, semelhante ao que vemos nas crateras do Arizona, nos EUA”.

Em média, as erosões têm cerca de 900 metros de comprimento e 30 m de largura, disseram os pesquisadores. Elas têm uma semelhança notável com canais esculpidos por “fluxos de detritos” aqui na Terra, que ocorrem quando uma pequena quantidade de água em movimento fica repleta de detritos.

O asteróide Vesta é tão grande e brilhante que é o único asteróide que se torna visível a olho

nu ocasionalmente.
Imagem registrada pela sonda Dawn no dia 24 de julho de 2011, a uma distância de 5.200 km.
Créditos: NASA / JPL-Caltech / UCLA / MPS / DLR / IDA
Jennifer e sua equipe acreditam que algo parecido com fluxo de detritos (e não água líquida pura) seja responsável pela criação dessas extensas erosões. Eles propõem que impactos de meteoritos podem ter derretido supostos depósitos de gelo no subsolo de Vesta, e que pode ter enviado água líquida e outros detritos para a superfície.

Experimentos de laboratório sugerem que os destroços retardariam a evaporação da água o suficiente para permitir que os canais fossem formados, disseram os pesquisadores. Apesar deste cenário implicar a existência de gelo no subsolo de Vesta, isso não ficou comprovado, e não há evidência concretas até o momento. Por outro lado, a sonda Dawn detectou sinais de minerais hidratados no enorme protoplaneta.

Segundo Jennifer Scully, mesmo que exista gelo enterrado em Vesta, ele estaria a uma profundidade que não permitiria sua detecção por qualquer instrumento da sonda Dawn.

E Vesta, o gigante asteróide que já chamava atenção pelo seu tamanho e complexidade, agora também chama a atenção por já ter tido água fluindo em sua superfície, algo completamente inesperado!

Fonte: Space / NASA / UCLA
Imagens: (capa-NASA / UCLA) / JPL-caltech / MPS / DLR / IDA

NASA divulga um fantástico mapa geológico do grande asteróide Vesta, e descobre detalhes importantes sobre sua história

 

4/11/14 – Imagens da missão Dawn possibilitaram a criação de um mapa sem precedentes de um dos asteróides mais enigmáticos do Sistema Solar
Utilizando imagens da missão Dawn da NASA, os cientistas conseguiram criar um mapa geológico incrível, que nos mostra detalhes em alta resolução do grande asteróide Vesta, revelando a variedade de características em sua superfície.

O mapeamento geológico é uma técnica usada para revelar a história geológica de um objeto planetário a partir da análise detalhada de sua morfologia de superfície, a topografia. O mapeamento da superfície de Vesta foi feito por uma equipe de 14 cientistas liderados por três cientistas da NASA:

David A. Williams da Universidade Estadual do Arizona, Tempe; R. Aileen Yingst do Instituto de Ciência Planetária em Tucson, e Brent W. Garry do Goddard Space Flight Center da NASA.

A campanha responsável pela criação do mapa geológico de Vesta levou cerca de dois anos e meio para que ele fosse concluído. Os resultantes permitiram reconhecer uma escala de tempo geológica de Vesta que pôde ser comparada com outros planetas.

Os cientistas descobriram através deste mapa que os impactos de vários grandes meteoritos moldaram a história do grande asteróide Vesta. Asteróides grandes como Vesta são restos da formação do Sistema Solar, o que dá aos cientistas um vislumbre de como foi o início de tudo. Os asteróides também podem abrigar moléculas que são os blocos de construção da vida, e revelar pistas sobre as origens da vida na Terra.

A cor marrom representa a superfície mais antiga, com mais crateras. Cores roxas no norte e azul claro representam terrenos modificados pelos impactos Veneneia e Rheasilvia, respectivamente. O roxo mais claro e o azul escuro abaixo do equador representa o interior das bacias Rheasilvia e Veneneia. Verdes e amarelos representam deslizamentos de terra mais recentes, e outros materiais de movimentação por conta de impactos, respectivamente. Este mapa unifica 15 quadrângulos individuais publicados esta semana em uma edição especial de Icarus. O mapa é centrada em 180 graus de longitude usando o sistema de coordenadas de Dawn Calduia. Créditos: NASA / Dawn / JPL-Caltech / ASU
Clique na imagem para ampliar

A escala de tempo geológica de Vesta é determinada pela sequência de eventos de grandes impactos, principalmente os impactos Veneneia e Rheasilvia no início da história de Vesta, e o impacto Marcia ocorrido mais recentemente. A crosta mais antiga de Vesta, por exemplo, não mostra que o impacto de Veneneia havia ocorrido.

“Esse mapeamento foi crucial para obter uma melhor compreensão da história geológica de Vesta, bem como o fornecimento de informações de sua composição”, disse Carol Raymond do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA em Pasadena, Califórnia. “Esse mapa é uma peça crucial para o entendimento das grandes rochas espaciais, e também para a compreensão de todo o Sistema Solar”.

Fonte: NASA / JPL / Dawn
Imagens / NASA / JPL-Caltech / ASU
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